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Cobre: a dinâmica do mercado global e a sua importância

Imagem: leungchopan, de envatoelements Imagem: leungchopan, de envatoelements

Você sabia que o Brasil é um dos maiores exportadores de minério de ferro do mundo e também exportador líquido de praticamente todos os metais não ferrosos? Uma importante exceção é o cobre, que é importado nas formas de minério concentrado, cátodo, fios e cabos.

Por ser um ótimo condutor, ele tem como principal aplicação a transmissão de energia. Assim, além de muito usado nos setores elétrico e da construção civil, responsáveis por 60% do consumo mundial de cobre, o metal tem diversas aplicações em componentes de bens de consumo, de máquinas e equipamentos e de meios de transporte.

Depósitos e minas em atividade no Brasil
Apesar de sua indústria ter recebido poucos investimentos recentemente no Brasil, o cobre destaca-se por sua diversidade de aplicações e pela alta taxa de crescimento da demanda no país e no mundo nos últimos anos.

A mineração brasileira de cobre é realizada predominantemente nos estados do Pará e Goiás, que juntos correspondem cerca de 91% da produção do país. Mas é no estado do Pará que se concentram os maiores e os mais importantes depósitos econômicos do país (cerca de 85%). Os depósitos de cobre da Província Mineral de Carajás podem ser considerados de médio e grande porte e de classe mundial. A Bahia corresponde a apenas cerca de 9%.

De menor expressão, temos os depósitos de cobre associados a sequências calcárias, com minerais de zinco e chumbo associados, e os depósitos com mineralização a ouro com cobre associado, presentes nos estados de São Paulo, Paraná, Pará e Mato Grosso. Todas as minas brasileiras de cobre em operação são a céu aberto, agregando uma vantagem competitiva à mineração desse metal no Brasil.

As importações brasileiras de produtos primários de cobre ocupam, em valor, a terceira posição entre os bens minerais, depois do carvão mineral (de uso na siderurgia) e do potássio (de uso em fertilizantes).

Produção X Tipos de depósitos
Desde o início da década passada o aumento da demanda por cobre no mundo foi determinado, majoritariamente, pelo ritmo de crescimento chinês, seguido pelo crescimento observado nos demais países do grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China). A pandemia do novo coronavírus é um grande exemplo de como acontecimentos no país afetam o seu comércio no cenário mundial. Desde o início do ano suas importações diminuíram e, com isso, os preços do cobre caíram, penalizando países exportadores.

Acreditava-se que nos próximos anos se mantivesse o aumento do consumo desse metal, também em função da construção de hidrelétricas e da expansão de segmentos como o de distribuição de energia elétrica, construção civil, circuitos eletroeletrônicos, motores elétricos, componentes automotivos, entre outros. No entanto, o crescimento da produção de cobre no mundo vem sendo inferior ao que era esperado no início da década passada. Além do coronavírus, um dos maiores problemas por que passa a indústria é a diminuição em ritmo acelerado do teor das minas em operação.

Os principais tipos de depósitos sulfetados são os chamados depósitos porfiríticos que atualmente respondem por cerca de 61% da produção mundial do metal. Os depósitos sedimentares são a segunda mais importante fonte de cobre e respondem por cerca de 20% da produção mundial.

No Brasil, as reservas de cobre são constituídas, em grande parte, por minerais sulfetados, com ouro e prata associados. Recentemente foi descoberto um potencial depósito de cobre com todas as características do tipo pórfiro, denominado de Jaca, tanto em Tapajós (PA) quanto em Alta Floresta (MT).

fonte: Jazida

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