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Governo de Minas Gerais diz que talude de barragem da brasileira Vale vai desabar

Imagem retirada de https://www.tribunapr.com.br/noticias/brasil/chance-de-barragem-romper-e-de-10-a-15-diz-secretario-de-ambiente-de-mg/ Imagem retirada de https://www.tribunapr.com.br/noticias/brasil/chance-de-barragem-romper-e-de-10-a-15-diz-secretario-de-ambiente-de-mg/

"O rompimento do talude vai acontecer. Há uma questão imponderável que é se esse rompimento do talude irá afetar a barragem. Isso não é possível precisar. Adianto que o consultor desta auditoria independente, que é uma empresa estrangeira, registou que essa possibilidade é de uma em 10 ou de uma em oito, o que levaria a uma probabilidade de [rutura] de 10 a 15%", disse à imprensa brasileira o secretário de Meio Ambiente de Minas Gerais, Germano Vieira.

O talude em causa, cuja rutura é dada como certa pelo governo de Minas Gerais, está localizado a menos de dois quilómetros da barragem fixada em Barão de Cocais.

Germano Vieira declarou ainda que a movimentação do talude é um evento normal no setor mineiro, mas que se registou uma intensificação destes movimentos nos últimos meses, o que levou à emissão de um aviso por parte da empresa.

"Quando a empresa avisa, e quando é verdadeira e franca, os órgãos têm tempo para agir e orientar a população. Toda a atividade humana tem um risco. O risco zero é não ter barragem", afirmou o secretário.

De acordo com a imprensa local, a Defesa Civil de Minas Gerais fez dois exercícios com a população de Barão de Cocais simulando os alertas que serão emitidos caso a barragem entre em colapso.

A brasileira Vale, maior produtora e exportadora de ferro do mundo, sofreu críticas e perdas financeiras após a rutura de duas das suas barragens no Estado brasileiro de Minas Gerais, a primeira em Mariana (no ano de 2015) e a segundoa em Brumadinho (janeiro de 2019), que deixaram centenas de vítimas e provocaram graves danos ambientais.

Em Brumadinho, a rutura a barragem da Mina Córrego do Feijão no dia 25 de janeiro provocou um mar de lama que atingiu as instalações da Vale e também propriedades nas imediações, provocando pelo menos 238 mortos.

De acordo com a Defesa Civil do Estado brasileiro de Minas Gerais, até 10 de maio, 32 pessoas continuavam desaparecidas na área da tragédia.

fonte: Dn.pt

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