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Parte da encosta de barragem da Vale se movimenta e gera preocupação

Imagem retirada de https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2019/05/14/interna_gerais,1053774/parte-da-encosta-de-barragem-da-vale-se-movimenta-e-gera-preocupacao.shtml Imagem retirada de https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2019/05/14/interna_gerais,1053774/parte-da-encosta-de-barragem-da-vale-se-movimenta-e-gera-preocupacao.shtml

Movimentação de talude na Barragem Superior Sul de Gongo Soco, em Barão de Cocais, na Região Central de Minas, acendeu o alerta máximo para o risco de rompimento da estrutura. A informação foi repassada nessa segunda-feira à noite à Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e pela Vale. Aparelhos que medem a movimentação detectou possível alteração na estrutura. Autoridades e a comunidade estão reunidas na cidade na noite desta terça para verificar as providências a serem tomadas.

De acordo com o coordenador-adjunto da Cedec, tenente-coronel Flávio Godinho, a princípio, em caso de rompimento do talude, o material cairia na cava existente abaixo dele e seria integrado ao meio ambiente. “O problema é que a cava está atrás da barragem e, dependendo da quantidade de material que cair e da força com que isso ocorrer, pode impactar em algo na barragem, podendo levar ao rompimento”, avisa. “Não podemos afirmar com certeza as consequências, pois elas dependem de outros fatores também”, acrescenta o tenente-coronel.

Em março, o risco de Gongo Soco foi elevado para o nível 3 – o último previsto pela mineração antes de vazamento. Segundo documento oficial da Cedec, esse nível “se caracteriza por uma situação de ruptura iminente ou que está ocorrendo”.

Os moradores da chamada zona de autossalvamento (ZAS), ou seja, que estão num perímetro de 10 quilômetros imediatamente depois da barragem, foram retiradas em 8 de fevereiro. Já os moradores da zona secundária receberam treinamento, em março, sobre o quê fazer e os pontos de fuga. Representantes da Cedec, da defesa civil municipal, bombeiros e a comunidade estão reunidos para a retomada de orientações.

A Defesa Civil também vai verificar se ainda há alguma pessoa que não tenha saído da ZAS. “Vamos certificar quais são os pontos de bloqueio e orientar as pessoas das áreas secundárias a redobrar a atenção”, diz Flávio Godinho. Se preciso, mais pessoas serão evacuadas e haverá acionamento da sirene.

Por meio de nota, a Vale confirmou a movimentação. "A Vale está avaliando as possibilidades de eventuais impactos sobre a barragem Sul Superior, distante aproximadamente 1,5km da área do talude. As autoridades competentes foram envolvidas para também avaliarem a situação e, em caso de necessidade, definirem as medidas preventivas a serem tomadas.  A cava e a barragem são monitoradas 24h.".

fonte: em.com.br

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