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Mais de quatro toneladas de fios de cobre e alumínio são apreendidos em empresas na Bahia

Operação policial ocorreu nesta quarta-feira (20), em Salvador. Polícia informou que material não tem origem comprovada.
Cerca de 4,5 toneladas de fios de cobre e alumínio foram apreendidos. — Foto: SSP-BA

Uma grande quantidade de fios de cobre e alumínio foram aprendidos em Salvador nesta segunda-feira (20), após uma operação conjunta, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). O material, que totalizou 4,5 toneladas, foi encontrado em empresas de revendas de cabos e, segundo a polícia, não tem origem comprovada.

Segundo a polícia, o produto está avaliado é R$ 500 mil. Cinco empresas foram vistoriadas nos bairros de Pirajá e Valéria. Uma delas foi interditada, porque operava com o alvará de funcionamento vencido, e outras duas foram flagradas por furto de água.

As empresas são de grande porte e estão no mercado há mais de 20 anos, conforme detalhou a polícia. As investigações apontam que os donos dos estabelecimentos adquiriam as sucatas com suspeitos de furtar esses cabos e fios, para depois fazer a revenda.

Além dos fios de cobre e alumínio, foram encontradas bobinas elétricas, transformadores, baterias de estações de energia, quadro de bicicletas furtadas, equipamentos da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), entre outros itens usados por concessionárias de serviços públicos.

O delegado Marcelo Novo, responsável pela operação, disse que as pessoas responsáveis pelos estabelecimentos vão responder judicialmente e podem pegar pena de reclusão de até quatro anos.

"Foi instaurado um inquérito e estas pessoas irão se justificar e, com certeza, serão indiciadas por receptação. Neste caso, receptação qualificada. Porque as pessoas, além de comprarem os materiais, também revendem", comentou.

Segundo o supervisor de operações da Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba), Gean Carlos Andrade, este ano houve um aumento de 67% de materiais furtados em Salvador.

“Foram 137 ocorrências e o impacto à sociedade é muito grande. Desde a falta de energia e também o risco que é causado pela instalação. Também há o risco para as próprias pessoas que atuam na retirada do material, com o choque elétrico, por manipular a instalação elétrica sem a qualificação devida”, disse o gestor.

O material recuperado foi levado para um galpão da Coelba, empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica na Bahia, onde ficará armazenado. A Polícia Civil segue investigar os casos para apurar a autoria dos crimes.