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Operação Energia Segura identifica irregularidades em mais de 390 mil metros de fios e cabos elétricos

Força-tarefa do Inmetro envolveu os Institutos de Pesos e Medidas nos estados, órgãos de defesa do consumidor e Polícia Civil

Nos cinco dias da Operação Energia Segura (29/11 a 3/12), os órgãos delegados do Inmetro nos estados (Institutos de Pesos e Medidas) identificaram irregularidades em mais de 390 mil metros de cabos e fios elétricos nos pátios de fabricantes e em estabelecimentos comerciais. Todos os produtos foram apreendidos e os responsáveis autuados, podendo ser penalizados com multa e até cancelamento de registro. Os produtos com aparentes irregularidades foram levados para ensaios técnicos em laboratórios.

O objetivo da força-tarefa foi intensificar o combate às fraudes nesses componentes de fundamental importância em edificações. Fios e cabos irregulares geram desperdício de energia, podem provocar curto-circuito nas instalações e até causar incêndios. A operação contou com o apoio de órgãos de defesa do consumidor e da Polícia Civil e fiscalizou o equivalente a mais de 19 milhões de metros (ou 19 mil quilômetros) dos produtos.

O alvo principal da Energia Segura foi a identificação de fios e cabos contendo quantidade inferior de cobre do que a estabelecida pelo Inmetro. Isso acontece porque o cobre representa 75% do custo de fabricação dos produtos. Para economizar, fabricantes desonestos o substituem por outro metal menos nobre, que não conduz tão bem a energia e gera desperdício, além de riscos à segurança.

Impactos

Para se ter ideia do que essas fraudes representam, em 2019, o Brasil gastou R$ 9,2 bilhões com o desperdício de energia nas instalações elétricas residenciais, chamadas de baixa tensão, de acordo com o Sindicel, sindicato dos fabricantes do setor. Nacionalmente, fios e cabos fora do padrão geram um gasto de energia correspondente a 7% da geração elétrica do País. E o mais grave: em 2020, o sindicato mapeou a ocorrência de 583 incêndios por sobrecarga com 26 mortes. No ano anterior, foram 656 incêndios que provocaram 74 mortes.

Entre os estados fiscalizados, Rio Grande do Sul apresentou a maior quantidade de irregularidades – o equivalente a 239 mil metros para um total de 1,4 milhões de metros fiscalizados. Em Minas Gerais, 18,7 mil metros estavam fraudados (foram fiscalizados 2,4 milhões de metros). O Ipem-RJ fiscalizou 208,3 mil metros e encontrou irregularidades em 9,4 mil metros de fios e cabos elétricos.