PARA INDÚSTRIA E COMÉRCIO, NÃO É HORA DE SUBIR JURO

A desaceleração da atividade econômica faz com que entidades empresariais ligadas à indústria e ao comércio vejam com preocupação a alta da taxa Selic que provavelmente será realizada nesta quarta pelo Banco Central (BC). Apesar de reconhecerem a existência de pressões inflacionárias, essas organizações consideram precipitado o início de um novo ciclo de aperto em meio à imposição de lockdowns pelo país.

“A demanda está muito fraca, não é o momento de subir os juros”, afirma Carlos Thadeu de Freitas, chefe da divisão econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e ex-diretor da autoridade monetária. Na visão dele, elevar a Selic agora só é bom para o BC mostrar ao mercado [que está atuando]”.

Desde agosto de 2020, a Selic está em 2% ao ano. Pesquisa conduzida pelo Valor na semana passada ouviu 87 instituições financeiras e consultorias sobre a reunião desta quarta do Comitê de Política Monetária (Copom), das quais 76 esperavam alta de 0,5 ponto da Selic; sete, aumento de 0,25 ponto; duas, alta de 0,75 ponto e outras duas, estabilidade.