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Postos apostam na energia elétrica para sobreviver no futuro

Postos apostam na energia elétrica para sobreviver no futuro
Imagem de Goran Horvat por Pixabay

Os postos de combustível parecem lucrar mais do que nunca, porém as perspectivas a longo prazo são um pouco menos positivas. A eletrificação dos carros vai exigir mudanças no modelo de negócios, e aqueles que se adaptam mais rapidamente têm a chance de conseguir não apenas sobreviver, mas também fazer isso com alguma folga.

Esse é um dos temas discutidos no ExpoPostos & Conveniência, evento que acontece em São Paulo até o dia 28 de julho. Trata-se de uma convenção dos representantes de distribuição e revenda de derivados de petróleo, lojas de conveniência e food service do Brasil.

Para entender melhor o futuro dos postos, UOL Carros conversou com Roberto James, administrador, especialista em logística e consultor de negócios de petróleo e gás. De acordo com o especialista, nos próximos 10 anos, os postos no Brasil não serão os mesmos. As estações de recarga elétricas tomarão uma boa parte das bombas de combustível.

“O principal ponto é que os postos vão perder essa característica de serem apenas postos de combustível. Eles já estão no processo de se tornarem postos de serviço. Se o consumidor chegar no seu posto e a última coisa que ele for fazer for abastecer, você está bem, porém, se for a única coisa, você está condenado”, afirma Roberto.

Segundo o especialista, “os postos vão passar a agregar mais serviços para manter o consumidor satisfeito, lembrando que o tempo é um dos maiores bens dele”. O tempo de recarga será reduzido não apenas pelas novas tecnologias, o que acontecerá é que o motorista passará menos tempo, pois não terá o costume de completar as baterias por inteiro, ainda de acordo com Roberto.

Os custos de instalação das estações de recarga tendem a ser barateados ao longo dos próximos anos, além de ser amortizado pelo uso de energia solar, o que diminui o capital de giro necessário para a operação.

Facilidades de pagamento também fazem parte dessa nova jornada de consumo. Roberto também alerta que as regras do setor de energia solar podem mudar, além de ressaltar que a indústria petrolífera pode reagir com uma derrubada do preço do petróleo. Seria curioso ver a gasolina baixar.