Revestimento sustentável: 7 projetos feitos com cobre reciclado

De reciclagem quase infinita, o cobre oferece diferentes aparências e possibilidades de uso na arquitetura

O cobre é um dos materiais mais apreciados na arquitetura por conta de sua estética e durabilidade. Mas outro fator que o torna especialmente útil para a construção de edifícios é sua capacidade de ser reciclado infinitamente, podendo ser reutilizado por muitas e muitas vezes.

O processo de reciclagem do cobre consiste na coleta e classificação da sucata de acordo com sua pureza. Dependendo do seu nível, o material pode ser enviado diretamente para fundição ou submetido a tratamento para formação de novo elemento.

Na arquitetura, enquanto alguns profissionais escolhem utilizar o cobre com aparência alaranjada e polida, como originalmente, outros dão preferência ao material com aquela camada superior verde, típica do processo de oxidação decorrente da exposição do material ao clima. Veja abaixo sete projetos que exemplificam as diferentes possibilidades de uso e aparência do cobre como revestimento.

1. Museu do Holocausto e dos Direitos Humanos de Dallas, nos Estados Unidos

Revestimento sustentável: 7 projetos feitos com cobre reciclado (Foto: Divulgação/Jason O’Rear)

No projeto do Museu do Holocausto e dos Direitos Humanos de Dallas, nos Estados Unidos, o revestimento de cobre, ainda bastante recente nas fotos, carrega o tom brilhante e laranja mais característico do componente. Os materiais externos e internos do projeto, executado pelo escritório Omniplan, abraçam a ideia de reaproveitar materiais e conteúdos recicláveis.

2. Escritório em Lille, na França

Já é possível ver a pátina cinza por cima do cobre neste edifício (Foto: Divulgação/Julien Lanoo)

Ao desenhar escritórios na cidade de Lille, na França, a LAN Architecture apostou em criar uma diferença marcante entre as novas construções e seu contexto urbano. No edifício apresentado, o cobre aparece em várias formas diferentes, já com uma pátina cinza.

3. Escritório da Skelleftea Kraft, na Suécia

9 mil painéis de cobre fazem parte da fachada deste prédio (Foto: Divulgação/Mikael Olsson)

O cobre também tem a vantagem de reduzir a necessidade de manutenção. No escritório da empresa sueca Skelleftea Kraft, a forte estrutura do novo edifício é baseada em uma ordem tridimensional. O uso de cobre pré-oxidado na fachada otimiza sua durabilidade e minimiza o custo de manutenção ao longo do tempo. Ao todo, são nove mil painéis de cobre ancorados em uma estrutura oculta de aço inoxidável. O projeto é da General Architecture.

4. Capela Suvela, na Finlândia

Projeto foi feito pela OOPEAA (Foto: Divulgação/Marc Goodwin)

No processo de oxidação, as peças de cobre formam uma camada de aspecto esverdeado que também atua na proteção da parte interna da peça. Na verdade, o cobre é um material que muda drasticamente sua aparência, indo do laranja ao esverdeado, passando pelo cinza e até preto. Considerar como o material envelhecerá pode ser uma decisão acertada, como foi o caso da Capela Suvela, na Finlândia, projetada pelos arquitetos da OOPEAA.

5. Biblioteca Kirkkonummi, na Finlândia

Fachada faz alusão ao movimento do mar (Foto: Divulgação/Tuomas Uusheimo)

O padrão de revestimento dos ladrilhos de cobre da Biblioteca Kirkkonummi, projetado por JKMM Architects, juntamente com a oxidação do material, fazem parte da reconceituação do espaço relacionada à sua herança marítima. O edifício fica na Finlândia.

6. Residencial Villa Drei Birken, na Itália

Cobre com aparência já bem alterada pelos elementos do clima local (Foto: Divulgação/Holger Kehne)

No residencial Villa Drei Birken, na Itália, cobre e madeira são expostos a uma variação natural de cor causada pela influência atmosférica do sol, chuva e neve, o que aumenta ainda mais a integração do edifício ao seu contexto ao longo do tempo. Plasma Studio assina o projeto.

7. Universidade de Aalto, na Finlândia

Textura varia de acordo com exposição do material (Foto: Divulgação/Tuomas Uusheimo)

O edifício principal da Aalto University, da ALA Architects, destaca a fase final de oxidação do elemento. Uma textura esverdeada, que varia em relação à orientação e exposição, traz uma dimensão diferente ao cobre como material arquitetônico neste projeto da Finlândia.