Justiça sequestra R$ 10 milhões em bens de dono de empresa que vendia fios irregulares

Sequestro dos bens aconteceu na terceira fase da Operação Elétron.

A Justiça sequestrou aproximadamente R$ 10 milhões em bens do dono da empresa Luzzano, acusada de vender fios elétricos irregulares e fora dos padrões exigidos no Espírito Santo.

Entre os bens sequestrados estão carros, terrenos e salas comerciais. O dono está preso.

O sequestro dos bens aconteceu na terceira fase da Operação Elétron e os avanços na investigação foram divulgados nesta quarta-feira (27) pela Polícia Civil e pela Comissão de Direito do Consumidor da Assembleia Legislativa (Ales).

O delegado Eduardo Passamani explicou que os bens foram bloqueados para ressarcir possíveis prejuízos aos compradores desse material.

Documentos foram apreendidos na casa do dono da empresa, na Praia do Canto, em Vitória, e também na sede da Luzzano, em Boa Vista II, na Serra.

Além disso, a investigação encontrou fios instalados pela empresa em duas creches de Vila Velha e 16 unidades de saúde e uma unidade de pronto-atendimento, além da iluminação pública em bairros de Cariacica.

O dono foi preso pela primeira vez em 2019. Ele saiu da prisão após o pagamento de R$ 100 mil de fiança.

Ele foi novamente preso em agosto deste ano. Alguns dias depois, foram apreendidos 40 mil metros de fios elétricos irregulares e fora dos padrões técnicos.

A Delegacia de Defesa do Consumidor investiga se um princípio de incêndio em Aracruz, no Norte do estado, foi provocado pelos fios da Luzzano. Cabos da marca foram encontrados no ar condicionado, onde começou o fogo.

Além de Cariacica, Serra e Vila Velha, há possibilidade dos fios terem sido instalados em outros municípios também.

A prioridade da comissão da Ales e da Polícia Civil é analisar se os fios instalados nas escolas, unidades de saúde e na rede de iluminação pública estão comprometidos.

A Prefeitura de Vila Velha informou não há indícios de irregularidades e que vai aguardar os testes elétricos nas creches e o relatório final das análises feitas pela Polícia Civil.

A reportagem tenta contato com algum representante da empresa. A reportagem procurou a Prefeitura de Cariacica, mas ainda não teve retorno.