Boas Festas!

Boas Festas!

Comunicamos a todos que a ABCobre estará em recesso entre os dias 21/12/2023 e 02/01/2024.

País sul-americano pode se tornar o novo "Rei do Cobre" após investimento bilionário de sauditas

A Arábia Saudita está se preparando para realizar investimentos significativos no Chile, visando transformar o país no novo “Rei do Cobre”. Este movimento faz parte de uma estratégia mais ampla para diversificar a economia saudita, que historicamente depende do petróleo.

O mercado global de cobre movimenta cerca de US$ 200 bilhões por ano, e a Arábia Saudita busca dominar essa área por meio de parcerias com o Chile. Em janeiro de 2025, a Arábia Saudita iniciou negociações formais com o Chile, envolvendo autoridades e executivos da Codelco, a maior produtora de cobre do mundo.

Esse interesse se alinha ao plano Vision 2030, que visa reduzir a dependência do petróleo e estabelecer o reino como um polo industrial global. Os investimentos sauditas não se limitam apenas ao cobre, mas também incluem lítio, níquel e terras raras, considerados essenciais para a transição energética.

O Chile é um alvo prioritário devido à sua posição como o maior produtor de cobre, responsável por aproximadamente 28% da produção global. O país possui depósitos ricos e uma cadeia industrial consolidada, além de uma política de mineração estável, o que atrai investidores sauditas. Entre os ativos de interesse estão o cobre físico, participação em projetos em operação e cooperação tecnológica.

O que o Chile ganha com isso?

A entrada de capital saudita representa uma oportunidade crucial para o Chile, que precisa de investimentos para expandir suas operações e melhorar a infraestrutura. Os potenciais benefícios incluem financiamento de novos projetos, joint ventures com fundos sauditas e melhorias nas rotas logísticas. Além disso, essa parceria pode aumentar a visibilidade internacional do Chile e diversificar suas relações comerciais.

O movimento da Arábia Saudita não ocorre isoladamente; a competição global por minerais estratégicos está se intensificando. Países como China e EUA já estão envolvidos em disputas comerciais por lítio e terras raras.